sábado, 28 de maio de 2016

Processo de islamização em Belém do Pará a Universidade UFPA usada como ferramenta


A conversão ao islamismo da jovem paraense Karina Ailyn Raiol Barbosa, de 20 anos de idade, que viajou às escondidas para a Turquia, com o intuito aparente de se juntar à jihad promovida pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, chamou a atenção para a atividade de dawa sendo promovida em Belém do Pará. Dawa é uma palavra árabe que significa "convite" e é usada para indicar a ação de pregação ou proselitismo do islamismo. Esta atividade está sendo coordenada pelo imã da Mesquia de Belém, Said Mounsif, que, usando da sua posição de professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), criou um centro dentro da universidade (uma "Cátedra") para o ensino do idioma árabe, promoção da "cultura árabe", e estreitar o relacionamento com instituições "árabes." Vamos discutir se o objetivo é o proselitismo islâmico. E vocês tirem as suas conclusões. 

O artigo versa sobre idéias e não sobre pessoas. Não existe nada errado com conflito de idéias. As pessoas mencionadas no artigo são honradas e são mencionadas devido à análise da atividade exercida e ao tema do artigo. Devemos respeitar as pessoas. O nosso conflito é d idéias, por sermos contra a islamização do Brasil e contra a lei islâmica Sharia, que consideramos o pior regime político jamais engendrado na história da humanidade. 

A jovem Karina, mais uma vítima do islamismo, uma ideologia criada por Maomé, um senhor da guerra e traficante de escravos do século VII.

Compare este foto da Karina com a sua foto acima: de mulher livre a mulher submissa.
Este é o resultado do processo de doutrinação.
O modo de se fazer a dawa é prescrito no livro Metodologia da Dawah, de Shamim A. Siddiqi. Este livro diz como os muçulmanos devem se aproximar dos não-muçulmanos de modo a convertê-los para o Islã. O livro específicamente diz para os muçulmanos não contarem aos novos convertidos toda a verdade sobre o Islã, ou seja praticarem a taqiyya (cf., páginas 48 e 49):
  • Explicar o conceito de tawheed (deus único) sem dizer o que este kalimah [declaração de fé] exige de um muçulmano. 
  • Apresentar o aqidah [Credo Islamico] sem explicar o impacto do iman billah [fé em Alá].
  • Explicar o iman bil-akhirah [fé na vida depois da morte] sem dizer qual a revolução que isto deve causar na vida do indivíduo e da sociedade que ele vive.
Taqiyya é a "mentira sagrada." É permitido aos muçulmanos mentirem, se a mentira beneficia a causa do islão.

Bem, agora que definimos dawa e taqiyya, vamos aos fatos.

Bandeira Hezbolha do Brasil

O imã da mesquita que a jovem Karina frequentava é o marroquino Said Mounsif. Ele também é o presidente do Centro Islâmico Cultural do Pará, que pertence a mesquita, e foi quem convidou Karina ao islamismo. Said Mounsif também é professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), a mesma que era frequentada por Karina, que era aluna de jornalismo. 
Segundo o seu perfil no LinkedIn, Said Mounsif é engenheiro mecânico, com estudo superior na França, em Lyon e Grenoble, até o nível de doutorado. Ele é vice-diretor da Faculdade de Engenharia Naval da UFPA.

Esta ligação institucional permite que a atividade acadêmica se misture com a atividade de clérigo islâmico. Em 2015, Said Mounsif, junto com José Cauby Soares Monteiro, professor da Faculdade de Ciências Sociais, criou a Cátedra de EstudosÁrabes (CEÁrabes), cujos objetivos são o de promover o estudo de temáticas árabes entre estudantes e a população geral e também realizar intercâmbios culturais e científicos com universidades do Oriente Médio e Norte da África. A idéia desta Cátedra de Estudos Árabes surgiu após a visita do embaixador da Palestina [em Brasília, Ibrahim Alzeben]. (ANBA)



Para Said, no entanto, uma das partes mais importantes do projeto é a cooperação com as universidades estrangeiras. “A finalidade da cátedra é viabilizar projetos de intercâmbio com os países árabes”, ressalta o professor. De acordo com Said, aUFPA já está discutindo a possibilidade de parcerias com uma universidade da Palestina e com uma na Arábia Saudita. (ANBA) [o grifo é nosso]


As aulas serão abertas para alunos e professores da UFPA e também para a população geral. Said, que também é presidente do Centro Islâmico Cultural do Pará, será um dos professores do curso, que contará ainda com professores da Síria, do Egito e da Tunísia. (ANBA) [o grifo é nosso] 

Said Mounsif e José Cauby Monteiro (fonte: ANBA)
Segundo o seu Currículo Lates, o prof. Cauby "Desde 1994 atua em ensino, pesquisa e extensão em Segurança e Política Internacional, P. Externa, Est. Leg. e P. Públicas, ênfase Amazônia e Oriente Médio (imigração árabe para Amazônia e R.I. Brasil/Oriente Médio). Doutorando em Relações Internacionais pelo DINTER UNB/IREL/UFPA." 
Diário do Pará nos diz que a Cátedra de Estudos Árabes (CEÁrabes) está sendo instalado na UFPA em parceria com o Centro Islâmico Cultural do Pará (que por sua vez, pertence a Mesquita de Belém). Ainda segundo o Diário, o curso de árabe será ofertado numa parceria entre o Centro Islâmico Cultural do Pará, a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e a Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da UFPA.


De modo indireto, a parceria é entre a Mesquita de Belém e a UFPA.


A taxa de inscrição é de R$ 300 para alunos, professores e servidores da UFPA e de R$ 350 para a comunidade em geral. Serão quatro níveis, com 20 alunos em cada uma das quatro turmas oferecidas, totalizando 80 vagas (Portal da UFPA).


A primeira turma concluiu o primeiro nível em janeiro de 2016. O professor foi Abdelhak Razky (Portal da UFPA).


Agora vejamos alguns aspectos interessantes ligados a Cátedra.


Segundo o Portal da UFPA de 08.07.2015, Said Mounsif disse que “A criação da Cátedra de Estudos Árabes no âmbito da UFPA será fundamental na realização de intercâmbio científico com as universidades dos países árabes, na efetivação de projetos de pesquisa em comum; na realização de Cursos livres de língua e cultura árabes; na implantação de uma Biblioteca e Midiateca árabe-português; na realização em conjunto de eventos culturais e científicos, exposições etc. por meio dos quais os dois povos possam se descobrir, se conhecer e interagir de forma mais efetiva”, acredita o professor."


Objetivos nobres. Mas isso poderia ser usado pela propaganda islâmica?


A resposta a esta pergunta vem no Portal da UFPA de 28.08.2015, que, em uma matéria intitulada "Professor árabe reúne-se com reitor e apresenta documentário" relata o encontro do reitor Carlos Maneschy com o imã Said Mounsif acompanhado do professor da Universidade de Taibah, da Arábia Saudita, que veio a Belém para apresentar, na UFPA, o documentário intitulado “Nós descobrimos a América antes de Colombo.” A iniciativa faz parte das ações do Projeto da Casa de Estudos Árabes, coordenado pelos professores da UFPA Cauby Monteiro e Said Mousif.


O problema é que este documentário é uma distorção histórica, produzido com os petro-dólares sauditas usados para propagar o wahabismo no mundo, o que é um dos objetivos constitucionais da Arábia Saudita. Ele narra uma fictícia viagem de muçulmanos até as Américas, antes de Colombo e Cabral, com o intuito de dizerem que "nós estivemos aqui antes, e as Américas pertencem a Alá."


documentário foi apresentado no dia 27 de agosto de 2015 como sendo "o primeiro evento de divulgação e valorização da cultura árabe no Pará." A exibição do filme foi realizada em parceira com o Centro Islâmico Cultural do Pará, ou seja, com a Mesquita de Belém.


Desde quando um documentário sobre ficção histórica pode representar divulgação e valorização da cultura árabe no Pará?


Você acha que existe propaganda islâmica neste caso?


Outra coisa que é no mínimo curioso, é o interesse sobre a "influência árabe na Amazônia, ... contribuindo, assim, com os atuais descendentes, para a preservação dessa identidade étnica fundamental para a formação cultural, política e socioeconômica paraense amazônica.” Isso soa como o Samba do Crioulo Doido, você não acha?

PS. O Dicionário Online de Português define Cátedra como: s.f. Cadeira professoral; o mais alto posto da hierarquia do magistério: conquistar a cátedra de literatura. De modo que o emprego da palavra cátedra neste contexto ou foi usado erroneamente, ou com o objetivo de inflar a importância da atividade da "Cátedra de Estudos Árabes" como sendo algo no mais alto nível acadêmico.


Para concluir, seguem alguns assuntos que NUNCA serão abordados no âmbito desta Cátedra de Estudos Árabes:

  1. O extermínio das comunidades cristãs árabes no Oriente Médio como consequência da jihad islâmica. 
  2. A vida de Maomé, sem restrições, incluindo todas as suas atividades, e como elas influenciam os muçulmanos de hoje, por exemplo, assassinatosestuproincestopedofiliadestruição dos símbolos religiosos dos outrostorturanecrofilia, ...
  3. Jihad como definida pela Sharia e pelos doutores do islão
  4. Direitos das Mulheres
  5. Não existe diferença entre o Estado Islâmico e a Arábia Saudita
  6. O conceito da ab-rogação
  7. Genocídio armênio
  8. Umm Qirfa
  9. Asia Bibi
  10. A perseguição promovida pelos governos de países islâmicos contra cristãosateushomossexuaisapóstatas, e todos os demais em geral.



COMENTÁRIOS DO BLOG:

Agora quero saber o que meu amigo Paulo Roberto tem pra dizer da invasão da sua cidade que ele ama tanto - Belém do Pará?


Se você gostou deste artigo, você também irá gostar desta notícia abaixo.

O plano para conquistar o Brasil

Discurso de líder da Mesquita Brasil. Objetivo é ter números para influir politicamente e forçar a implementação da Sharia no Brasil.

Publicado em 7 de jan de 2016

O Alcorão prega a violência contra o Cristianismo, o Hinduísmo, Budismo, Xintoísmo, Sikhismo, Espiritismo, Ateísmo... Como é que o Islã pode desejar ser "a terceira maior religião do Brasil”, se eles não praticam a tolerância em relação às outras? Se quando os muçulmanos são a maioria num país, a liberdade de expressão e da prática de outros cultos é censurada? Não deveríamos interpretar que a proposta de “terceira maior religião” é apenas uma cortina de fumaça para angariar novos adeptos e implantar a Sharia no país?


ESTRATÉGIAS DA HÉGIRA DA CONQUISTA



HÉGIRA (migração muçulmana):

É uma tática tradicional de ocupação pacífica, na qual a comunidade Kafir tem a falsa sensação de que os primeiros imigrantes não são uma ameaça, pelo menos até que a comunidade muçulmana tenha ganhado força.



TAYSIR: 

Permite ensinar fórmulas falsas do Islã em terras estrangeiras, ou ignorar os princípios mais rígidos da Sharia, como uma versão “light” do Islã - para facilitar sua observância pelos novatos - que mais tarde serão endurecidos.



MURUNA: 

É a suspensão temporária da SHARIA, a fim de que os imigrantes muçulmanos pareçam "moderados".



HUDNA: 

É uma trégua temporária (muitas vezes entendida como "paz" pelo kafir), que os muçulmanos podem quebrar a qualquer momento, quando se tornar estrategicamente vantajoso. É geralmente para fins de armamento e reagrupamento (ver as ondas de ataques dos palestinos a Israel).


AL‐WALA’ WA’L‐BARA’: 
Esta é a convocação geral – uma conclamação aos muçulmanos para se unirem (incluindo os terroristas) e se ajudarem contra os não muçulmanos. A ordem para todos é evitar se opor à Jihad, incluindo participar no esforço de guerra aos não muçulmanos.

Como a melhor matéria prima (o santo alcorão) pode ensinar isso?:

Tu deves estuprar, casar e divorciar meninas na pré-puberdade. Alcorão 65:4, 4:3
Tu deves ter relações sexuais com escravas sexuais e trabalhadoras escravas. Alcorão 4: 3, 4:24, 5:89,33:50, 58: 3, 70:30
Tu deves bater nas escravas sexuais, nos trabalhadores escravos, e nas esposas. Alcorão 04:34
Tu deves ter quatro testemunhas masculinas muçulmanas para comprovar um estupro. Alcorão 24:13
Tu deves matar aqueles que insultam o Islão ou Maomé. Alcorão 33:57
Tu deves crucificar e amputar não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 47: 4
Tu deves matar os não-muçulmanos para garantir receber as 72 virgens no céu. Alcorão 9: 111
Tu deves matar quem deixar o Islã. Alcorão 2: 217, 4:89
Tu deves decapitar não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 47: 4
Tu deves matar e morrer por Alá. Alcorão 9: 5
Tu deves aterrorizar os não-muçulmanos. Alcorão 8:12, 8:60
Tu deves roubar e furtar os não-muçulmanos. Alcorão Capítulo 8 (Saque / Espólios de Guerra)
Tu deves mentir para fortalecer o Islã. Alcorão 3:28, 16: 106
Tu deves lutar contra os não-muçulmanos, mesmo que você não queira. Alcorão 2: 216
Tu NÃO deves tomar os não-muçulmanos como amigos. Alcorão 05:51
Tu deves chamar os não-muçulmanos de porcos e macacos. Alcorão 5:60, 7: 166, 16: 106
Tu deves tratar os não-muçulmanos como as criaturas mais vis, que não merecem misericórdia. Alcorão 98: 6
Tu deves tratar os não-muçulmanos como inimigos jurados. Alcorão 4: 101
Tu deves matar os não-muçulmanos por não se converterem ao Islão. Alcorão 09:29
Tu deves extorquir não-muçulmanos para manter o Islão forte. Alcorão 09:29.




01 - 9 mil refugiados árabes foram aceitos. Você sabia disso? Isso significa terror no Brasil? Governo DILMA negocia receber mais REFUGIADOS árabes. (aqui)

02 - Polícia belga pede ajuda para identificar suspeito apanhado pelas câmaras de vigilância do aeroporto (aqui)

03 - Muçulmana saudita pergunta: O que aconteceria se os cristãos cometessem atos terroristas contra os muçulmanos? (aqui)

04 - Os 4 estágios da conquista islâmica (aqui)

05 - Processo de islamização em Belém do Pará; a Universidade UFPA usada como ferramenta. (aqui)






Vários filmes políticos brasileiros - O Bom Burguês (Oswaldo Caldeira, 1979)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Atraso na entrega do imóvel. O que fazer?



“Comprei um imóvel na planta e a construção está atrasada. Quais os meus direitos?”
  • Neste caso, posso parar de pagar as parcelas?
  • Sou obrigado a pagar condomínio mesmo que o imóvel não tenha sido entregue?
  • Tenho direito a ser indenizado pelo atraso na entrega do imóvel?

Pagamento
Em face do que fora pactuado em contrato, mesmo que a construtora venha inadimplir com sua parte no contrato, não quer isso dizer, que o comprador deva fazer o mesmo, pois estaria inadimplindo com sua obrigação também, condicionando assim a construtora a cobra-lhe o cumprimento de sua parte na obrigação pactuada.

Não vale parar de pagar as parcelas pactuadas "só" porque não recebeu as chaves. "A dever obrigacional do comprador não é extirpada pelo atraso do vendedor na entrega das chaves, então para exigir os direitos é importante continuar com os pagamentos em dia", diz.

Sou obrigado a pagar condomínio mesmo que o imóvel não tenha sido entregue?

Não. É comum algumas construtoras transferir aos consumidores o ônus de realizar o pagamento de determinadas taxas condominiais,entre outras, antes da entrega das chaves do imóvel, ou seja, antes que estejam na posse do que compraram.
Não há norma definidora nem no Código Civil ou no Código defesa do Consumidor que aluda a responsabilidade de pagamento de tais taxas por parte do comprador, como a comento a taxa condominial. A entendimento Jurisprudencial que afirme no sentido de ser possível tais cobranças comenta após a entrega efetiva, e a posse imediata do comprador, onde consequentemente, o usufruto condominiais lhe trará a legalidade da cobrança.

Não se pode falar em responsabilidade por tais taxa pelo simples fato de uma disposição contratual estabelecida ou um simples registro efetuado onde se transfere a a propriedade ao comprador.
Assim entendeu o TJ no Julgamento TJ-DF - Apelação Cível do Juizado Especial: ACJ 20150910183892.

Tenho direito a ser indenizado pelo atraso na entrega do imóvel?

Sim. Temos, pois, que a jurisprudência mais moderna trilha no sentido de que o atraso na entrega do imóvel configura propaganda enganosa por parte da construtora, vez que cria uma expectativa que influencia, de forma decisiva, o consumidor a concluir o contrato.
Discorra-se acerca dos danos sofridos pelos consumidores, em decorrência do atraso na entrega do imóvel, estes podem ser de ordem moral ou material.
Carlos Alberto Bittar, diz que os danos morais “se traduzem em turbações de ânimo, em reações desagradáveis, desconfortáveis ou constrangedoras, ou outras desse nível, produzidas na esfera do lesado”. (BITTAR, Carlos Alberto. Reparação Civil por Danos Morais. 1994, p. 31).

Versa no mesmo entendimento Silvio Rodrigues que afirma: o dano moral nada mais é do que “a dor, a mágoa, a tristeza infligida injustamente a outrem”. 
(RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Responsabilidade Civil. 1989. Vol. 4, p. 206).

Assim: É inegável que o atraso na entrega do imóvel causa frustração, angústia e sofrimento ao consumidor, e, portanto, danos morais, devendo a construtora indenizar o consumidor que foi lesionado, consoante o disposto no art. VX, da CF/88 e nos arts. 186187 e 927 do CC/2002.

TJGO-0082819 DUPLA APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VALORES. PROMESSA DE COMPRA E VENDA. ATRASO NA ENTREGA DAS CHAVES DO IMÓVEL. DANOS MATERIAIS DEVIDOS. DANO MORAL.
Cabe apontar que será possível solicitar indenização por todos os danos sofridos quer de ordem material ou moral/psico-emocional.

Jean Wyllys é condenado por publicação ofensiva no Facebook contra procuradora do DF

Deputado terá que pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais.

A 5ª turma Cível do TJ/DF reformou sentença e condenou o deputado Federal Jean Wyllys a pagar indenização de R$40 mil à procuradora do DF Beatriz Kicis Torrents de Sordi, por publicação ofensiva no Facebook.

Segundo a procuradora, o parlamentar compartilhou imagem de uma selfie tirada, em maio de 2015, quando o Movimento Social Foro de Brasília, do qual ela faz parte, entregou, ao Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Na publicação, o deputado disse: "Levanta a mão quem quer receber uma fatia dos 5 milhões" e "E agora? Será que os pretensos guerreiros contra a corrupção repudiarão sua selfie mais famosa?".

O pedido havia sido julgado improcedente em primeira instância, pelo entendimento de que a declaração de Jean Wyllys estaria protegida pela imunidade parlamentar. Entretanto, o desembargador Josapha Francisco dos Santos, relator do recurso, considerou que a publicação foi excessiva "nos limites da sua garantia constitucional, pois a ofensa passou a se dirigir a todos os integrantes da foto, inclusive a autora, e não somente ao Presidente da Câmara dos Deputados".
"A sua manifestação sugeriu aos leitores que aquelas pessoas constantes na imagem, inclusive cidadãos comuns, estariam envolvidos com esquema de propina e corrupção."
Veja a decisão.
Fonte: migalhas
COMENTÁRIOS DO BLOG
É Isso que acontece com quem tem o intestino na cabeça.
O que esse condenado faz ou já fez afinal?



Andrei Chikatilo, o açougueiro de Rostov



Publicado por Canal Ciências Criminais 

Por Bernardo de Azevedo e Souza e Henrique Saibro
“O que eu fiz não foi por prazer sexual. Na realidade, me trouxe paz de espírito.” (Andrei Chikatilo)
A PERSONALIDADE
Durante os anos 80 até o início dos anos 90, a Rússia vivia um surto de violência sexual seguida de morte envolvendo, principalmente, crianças do sexo feminino. Durante anos, a autoria de crimes brutais passou incólume pela polícia – apesar de todos os esforços investigativos. Dado o desespero das autoridades policiais em encontrar indícios que apontassem para o autor dos crimes em série, o psiquiatra Aleksandr Bukhanovsky, após solicitação policial, descreveu o provável perfil do algoz aos investigadores, incluindo, dentre outras características: a) sofrimento de distúrbios sexuais; b)altura de, no máximo, 1,70 m; c) idade entre 25 a 50 anos; d)calçava número 41 ou acima dessa numeração; e)provavelmente tenha sofrido abuso sexual e, para fins de compensação do trauma, vitimava pessoas com brutalidade;f) imputabilidade; g)sofrimento de dores de cabeça; h)sadismo; i) premeditação delituosa.
Anos após tal relato – e sem que o assassino fosse capturado –, a polícia encomendou a Bukhanovsky um novo laudo traçando o provável perfil do tão procurado criminoso. Dessa vez, após um exaustivo trabalho, o médico incluiu que: a) o homicida possuía total controle sobre suas escolhas e ações;b) era também bastante narcisista; c) possuía um grau exacerbado de arrogância; d) entretanto, não era criativo nomodus operandi, apesar de sempre agir premeditadamente. Para não dizer que todos esses traços se amoldavam a Chikatilo, ao menos boa parte deles se encaixavam, perfeitamente, nele. Ocorre que ninguém poderia suspeitar que fosse ele quem aterrorizava o país.
Chikatilo era um pai de família; era casado e possuía dois filhos. Membro de um partido comunista, também lecionava em escolas, além de ser diplomado em artes liberais, literatura russa, engenharia e marxismo-leninismo. Era, para a época, um cidadão erudito. Entretanto, sua vida de “cidadão de bem” travestia a sua conturbada infância. Quando criança, sua mãe Anna mentiu que o seu irmão teria sido sequestrado, morto e canibalizado por vizinhos, durante o período de miséria na Ucrânia em 1930. Isso lhe causou transtornos psicológicos quiçá irreversíveis, pois acabou traumatizando-se pela história. O seu pai Roman, militar russo, acabou sendo aprisionado durante a Segunda Guerra Mundial, deixando a incumbência de criar os filhos somente para Anna – fato esse nunca aceito por Chikatilo.
Andrei Chikatilo com sua esposa

Desde pequeno, Andrei sofria de uma patologia sexual que lhe deixava permanentemente impotente, cuja explicação, em sua consciência, seria uma castração logo em seu nascituro – o que acabou alimentando suas veleidades e sua sede por vingança. Sempre foi um estudante aplicado e um leitor assíduo, mas sofria muito bullying na escola por ter um jeito peculiar e afeminado; era a diversão de seus colegas. Não possuía nenhum amigo confiável. Fora isso, ainda sofria de enurese noturna (emissão involuntária de urina), que não contava a ninguém e lhe causava muita vergonha.
Na sua adolescência as provocações diminuíram, pois se tornou um jovem forte e alto. Com o passar do tempo foi conquistando cargos escolares que lhe davam prestígio no círculo acadêmico, mas, mesmo assim, não possuía vida social e não conseguia relacionar-se com o sexo oposto. Igualmente, a sua timidez aflorada dificultava a sua carreira de magistério, pois seus alunos ridicularizavam-no e sofria humilhações em sala de aula. O mesmo ocorria com seus colegas de profissão. Apelidaram-no de ganso, dado o seu longo pescoço e a sua postura desajustada. Todas essas angústias acabaram dando ostarting para uma longa carreira criminosa.
O ‘MODUS OPERANDI
Andrei Chikatilo era daqueles assassinos em série que gostava de deixar a sua marca nas cenas do crime. A sua “assinatura” era desmembrar, com sua boca, os órgãos sexuais de suas vítimas ainda com vida. Na maioria das vezes, posteriormente ao crime, Chikatilo alimentava-se dos genitais. Além disso, costumava dilacerar a língua de suas presas, com seus dentes, para impossibilitá-las de gritar socorro.
Estamos falando de um serial killer que não se satisfazia apenas em matar, senão, também, em ver sofrimento. Muito sofrimento. Para isso, atraía jovens meninas a acompanhá-lo, sem nunca forçá-las a fazê-lo, a locais isolados – normalmente próximos a terminais de trens. A partir daí, virava, como ele mesmo alcunhou-se, um “lobo enlouquecido” e golpeava a sua vítima na cabeça. Com ela desnorteada pela pancada, passava a amarrá-la para imobilizá-la.
Com a vítima imóvel, arrancava a sua língua e, logo após, retirava seus olhos para evitar que fosse observado o seu pífio desempenho sexual. Quando satisfeita a sua lascívia, costumava desmembrar sua presa com vida e perfurava-a dezenas de vezes com uma afiada faca – especialistas entenderam que tais perfurações simulavam, para Chikatilo, penetrações libidinosas.
Gostava de variar o show de torturas. Noutras oportunidades arrancava o nariz, a boca, a orelha, enfim, tudo que possuía “direito”. Quanto maior o sofrimento, maior o seu prazer. Era uma máquina de crueldade e de dor. A adolescente Larisa Tkachenko, por exemplo, ao dar risada da performance sexual de Chikatilo, acabou tendo a garganta, os braços e seus seios roídos viva por Andrei. Imagem a dor que sofrera…
Todas essas práticas foram demonstradas por Andrei às autoridades através de um manequim, a quem simulava suas abordagens, golpes, abusos e mutilações. Fazia questão de deixar claro que realmente desmembrava as suas vítimas. Não por menos que, em um dos seus assassinatos, investigadores do Uzbequistão suspeitavam que o corpo tivesse sido estropiado por uma máquina agrícola. De fato, era uma máquina, mas de matar. Daí o seu apelido de “açougueiro de Rostov”, em alusão à cidade localizada ao sul da Rússia, onde ocorreram os crimes.
Chakatilo também costumava abordar as suas presas dentro de trens, onde assediava crianças ou adolescentes e tentava convencê-las de descer em terminais para conhecê-lo melhor. Quando os jovens não estavam acompanhados por responsáveis, passavam a ter como companhia, para seu infortúnio, um psicopata torturador.
Em virtude da enorme pressão pública sobre as forças policiais para capturar o responsável pelas mortes que ocorriam em Rostov, foi intensificada a vigilância em diversas localidades, sobretudo estações de trem e paradas de ônibus. Chikatilo evitou a captura em diversas ocasiões. Mas, em novembro de 1990, após apresentar comportamento suspeito nas proximidades de uma estação de trem, foi preso e colocado sob vigilância.
O açougueiro é preso pelas autoridades policiais

O JULGAMENTO
Chikatilo foi levado a julgamento no dia 14 de abril de 1992. A solenidade iniciou com muita tensão. A reação dos pais e parentes das vítimas era chocante. As mães dos jovens que tiveram suas vidas ceifadas ameaçaram o açougueiro de forma incessante. Aos choros, afirmaram que arrancariam os olhos do monstro com as próprias mãos. “Entreguem ele para nós!”, vociferavam os familiares das vítimas, em completo desespero.
As autoridades russas suspeitavam que o comportamento dos familiares das vítimas durante o julgamento seria perturbante, e ordenaram a instalação de uma grade de metal no salão do júri. Durante todo o tempo, Chikatilo permaneceu recluso em uma grade de metal, projetada para sua própria proteção, cercada por guardas armados.
Chikatilo entrando na “gaiola de ferro”

As sessões se estenderam até agosto do mesmo ano. Chikatilo se apresentou como uma alma atormentada e enlouquecida por sua impotência sexual. Definiu-se como um “aborto da natureza”. Relatou detalhadamente seu comportamento psicótico e descreveu as atrocidades praticadas, causando desmaios na plateia.
Os argumentos da Defesa concentraram-se em questionar a validade da avaliação psiquiátrica realizada antes do julgamento, cuja conclusão fora de que Chikatilo estava apto a ser julgado. Para o advogado, a avaliação havia sido realizada de forma irregular e tendenciosa. Em sua perspectiva, o açougueiro não tinha condições mentais mínimas para ser submetido ao Tribunal do Júri.
O comportamento de Chikatilo durante o julgamento não auxiliou, de qualquer modo, a tese defensiva. O açougueiro ora se mostrava quieto e entediado, ora se portava como um maníaco, cantando, gritando e vociferando palavrões. Em uma das solenidades, chegou ao cúmulo de abaixar suas calças e agitar seus órgãos genitais para todos ali presentes, dizendo:
“Olhem para essa coisa inútil, o que vocês acham que eu poderia fazer com isso?”
Os depoimentos dos psiquiatras arrolados pela Acusação foram determinantes para convencer o júri. Entendeu-se que Chikatilo possuía condições mentais para compreender o caráter criminoso de suas ações. Assim que o juiz deixou o salão do júri, o irmão de uma das vítimas jogou uma barra de ferro em Chikatilo.
Embora o julgamento tenha terminado em agosto de 1992, a sentença foi prolatada somente dois meses depois, em 15 de Outubro de 1992. Chikatilo foi, então, considerado culpado de 52 homicídios e condenado à morte (disposta no art. 20 daConstituição Russa, como castigo excepcional para crimes gravíssimos contra a vida). Ao ouvir a decisão, o açougueiro declarou:
“Quero que meu cérebro seja desmontado pedaço por pedaço, e examinado, de modo que não haja outros como eu”.
A EXECUÇÃO
Chikatilo foi fuzilado com um tiro na nuca em 14 de fevereiro de 1994.
O açougueiro no corredor da morte, momentos antes de ser executado

REFERÊNCIAS
CASOY, Ilana. Serial killers: louco ou cruel? Rio de Janeiro: Darskide, 2014.